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O Caminho de Volta

Por Ricardo Gondim

 

Há algum tempo procurei achar o caminho de volta. Não, não queria retornar a antigas conceituações ou a reflexões que perderam o sentido dentro de mim. Eu precisava achar a trilha que me devolvesse ao esplendor. Já publiquei a fadiga que me baqueou na meia idade. Cheguei aos quarenta, com a sensação de que vira tudo, fizera tudo, presenciara tudo. Tomado por uma câimbra espiritual, meus nervos sentimentais travaram e os músculos existenciais, encarquilharam.

 

Incorporei um pedacinho do Eclesiastes cada vez que repeti para mim mesmo: “É tudo um tédio só! É uma mesmice sem tamanho! Nada tem sentido!… O que foi será novamente, o que aconteceu acontecerá de novo. Não há nada novo neste mundo. Ano após ano, é sempre a mesma coisa. Se alguém grita: ‘Ei, isso é novo!’, não se anime – é a mesma velha história!” (1.9-11- na Mensagem)

 

Senti as espetadas de opositores, bem como os desgostos das bobagens que eu mesmo capitaneei. Arqueado sob o horror da violência disfarçada de piedade – que jamais supus possível entre as pessoas que me rodeavam – eu queria parar. Eu não me vitimizei porque estava consciente que também havia pecado; sacrifiquei gente em nome de meus idealismos. Depois de muita confusão, eu me via enamorando do ceticismo que nasceu de minha inquietação – nunca entendi o porquê do ódio de quem acha que deve proteger a verdade, pretensamente, absoluta.

 

Os anos se apressaram.  Em cada agressão dada e sofrida, engrossei a crosta defensiva. Vi-me diante de dois caminhos: continuo a repetir, profissionalmente, conceitos, desgrudando a minha história do que ensino; permaneço devoto, mas, cínico? Ou pulo fora do barco de minha vocação e, amargurado, me encantono em alguma cidade para revelar os podres da vida alheia? No derradeiro degrau da inocência, acordei: deveria arranjar outra escada. Todavia, minha transformação tinha que ser completa, radical. Ou trocava de companhia, de livro e de premissa ou ficava na sinuca da “não-escolha”, entre o cinismo e a amargura.

 

Dei meia volta e  passei a garimpar uma rota de fuga. Consciente, sabia que insistir na antiga trilha seria suicídio; vagaroso, mas, suicídio.

 

Achei a literatura. Comecei pela prosa. Li como um condenado prestes a subir o patíbulo. Romances, novelas, contos, crônicas, tudo me servia de alimento. Depois, pouco a pouco, veio a poesia. Ela me oxigenou depois de décadas mergulhado nos livros técnicos. A estética da linguagem se tornou soro intravenoso em minha convalescência. O verso cadenciado, a metáfora desconcertante e a entrelinha insinuante me devolveram à vida. Mas além do romance e da poesia, conheci o escritor e o poeta; esses, sim, me tomaram pela mão.

 

Eu havia me acostumado a um universo ordenado por intermináveis normas. Gastei anos com companheiros que adoravam citar os textos da Bíblia que os tratavam como “santos”. Escutei gente se gabando de ser “nova criatura”. Não conto as vezes que ouvi pregações que repetiam a quatro ventos: “nascemos de novo para uma vida incorruptível”. Mas o que recitavam, simplesmente, não condizia com o que eu presenciava. Alguns desses mais ortodoxos eram, na verdade, materialistas ambiciosos; sequer escondiam a inveja do estilo de vida de novos ricos. Outros, implacáveis, se muniam de versículos bíblicos para fiscalizar a sexualidade de rapazes e moças – e eles faziam dessa tutela uma masturbação mental. (Rapazes e moças se obrigam, em muitas igrejas, a uma vida sexual clandestina para, no futuro, viverem uma sensualidade patológica) Falava-se em santidade mas não se denunciavam os politiqueiros, os medonhos articuladores de futricas, os especialistas em fofocas, os grandes demônios do falso testemunho.

 

Minha enxaqueca foi grande.  Eu amargava essa ressaca quando, de repente, notei a trajetória leve dos bordadores de versos, dos fiandeiros da palavra. Notei que escritores e poetas, ao seu modo, desfiavam a vida. Sem o ranço das proibições dos doutores da lei, eles ornavam as mantas que usamos para nos cobrir do frio. O poeta, sim, ele mesmo, de carne e osso, com todas as ambiguidades dos mortais, trazia o Divino para mais perto de minha alma. O escritor parecia conhecer os corredores da alma humana melhor que o hábil teólogo – frio matemático do divino.

 

Como desejei, em noite insones, frequentar tertúlias, saraus, bate papos literários. Eu só queria conversar com alguém com alguma leveza d’alma. Eu precisava de espaço para falar de minha tristeza sem levar um sermão sobre a felicidade. Haveria ambiente onde a gente pode brincar, ser irônico, e não escandalizar? Passei a buscar uma roda de amigos que não se assustasse com meus devaneios – alguns até meio bobos – sobre o Mistério.

 

Filho de outra cultura, domesticado na linguagem religiosa, vi que esse mundo estava longe, muito longe, do meu alcance. E se eu o frequentasse, destoaria. Assim, passei a escrever.

 

Todo escritor é um ermitão. Mas a minha escrivaninha virou um eremitério por razões diversas. Isolei-me e passei a escrever porque ambicionava me incluir no mundo dos escritores. Eu queria ficar perto deles; eles pareciam tão próximos da vida. A honestidade deles, de encarar o mundo com sua loucura e beleza, me seduzia. Intui: a loucura dos poetas pode me salvar da casmurrice e a beleza dos romancistas pode me salvar das neuroses religiosas.

 

Rodeei-me de Dostoiévski, Thomas Mann, Machado de Assis, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, William Faulkner, John Updike, Mario Benedetti, Muriel Barbery e vários outros. A maioria já morta.  Mas todos, aparentemente, dispostos a mentoriar-me no ofício de profeta-poeta menor. Depois, chegaram Pessoa e Vinicius; e eu me achei na poesia.

 

Em busca do alumbramento que poderia me devolver brilho nos olhos, ainda descobri a verdade de Sándor Márai: “A beleza é tudo. Não existe nada maior. A vida não pode dar mais”.  Agora estou certo: Deus usou a beleza para eu achar o caminho de volta e ele poder salvar-me.

 

Soli Deo Gloria



Escrito por Emerson Bahia às 18h52
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Red Hot Chili Peppers – Im With You (2011)

Como imaginei.

 

Um CD praticamente de baixo e batera (e muitos teclados).

 

Não poderia ser diferente em se tratando ter que “substituir” nada mais, nada menos que o Frusciante.

 

É estranho ouvir as músicas e imaginar que vai entrar uma parada fenomenal na guitarra e... Nada acontece. O “cara” não está lá...

 

Ainda estou ouvindo, devagar... Mas já posso dizer que ficou devendo.

 

Não deixa de ser, apenas, mais um CD de carreira. Ao que parece, eles (banda) não quiseram sair muito do óbvio, arriscar e fizeram o tradicional “feijão com arroz”.

 

Achei uma ou outra canção legalzinha, mas nada demais.

 

Segue o link para quem se interessar em baixar.

 

Red Hot Chili Peppers – Im With You (2011)



Escrito por Emerson Bahia às 18h19
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Amy Winehouse finalmente encontrou o que procurava

Por Regis Tadeu

 

Pois é… Aconteceu.

 

A morte mais anunciada dos últimos tempos finalmente está estampando as primeiras páginas de todos os veículos de mídia, está na boca de todas as pessoas que gostam de música e até mesmo nos papos de quem não sabe nada de música. E também está aberta a temporada de “programas especiais de retrospectiva” da carreira de uma garota que tinha tudo para se dar bem no meio musical, mas que preferiu sucumbir aos vícios a ter que cumprir seus compromissos com responsabilidade e profissionalismo.

 

Sim, é isto mesmo o que você acabou de ler: “preferiu”. Sim, foi opção dela se entregar à cocaína, à heroína, à vodka e a qualquer outra coisa que ela tenha injetado em seu corpo esquelético.  Esse papo de que ela era uma “artista sensível que foi engolida pelo sistema esmagador” é pura conversa para boi dormir. Aliás, isto vale para os Kurt Cobains e Jim Morrisons da vida:  não está preparado para a vida artística? Então não entre nela!

 

O caso de Amy é emblemático disto. Não vou desperdiçar o seu tempo escrevendo aqui um resumo da carreira dela, nem vou comentar a respeito de sua peruca e muito menos tecer loas à grande cantora que ela realmente era. O que salta à frente desta história é uma realidade que quase ninguém que encarar de frente:  ter uma carreira artística é como ter uma empresa. Simples assim. E fica muito pior quando você faz sucesso. E ainda muito pior quando você se torna uma estrela.

 

Musicalmente, ela era apenas uma boa cantora que teve a sorte de trabalhar com produtores talentosos, como Salaam Remi e Mark Ronson. Foram estes caras que montaram toda a estrutura sonora para que Amy colocasse suas letras – bem medianas, diga-se de passagem – e sua voz, que realmente era diferenciada em termos de timbre, embora tivesse pouca potência. Agora, eu aposto que o que matou Amy Winehouse foi a sua absoluta incapacidade em lidar com o outro lado da fama, que se resume a lidar o tempo todo com advogados, contadores, puxa-sacos e sanguessugas de toda a espécie, fãs com debilidade mental em estágio avançado, secretários e assessores a pentelhar com agendas, horários, entrevistas e o diabo a quatro. Afinal, por que ela deixaria de curtir o lado glamuroso da fama que ela passou a vida inteira tentando alcançar? Que outro motivo ela teria para fugir disto?

 

E este papo de “morreu porque é rock and roll” é outra sandice que vem sendo repedida há décadas por gente que não passaria ilesa por um mata-burros. Por que é preciso se drogar e agir como um lunático para ser “rock and roll”? Bruce Springsteen, Steve Harris, Bono e Paul McCartney são caras absurdamente “rock and roll” e não precisam sair por aí cambaleando, quebrando quarto de hotéis, vomitando em festas e dando vexame em cima do palco. Vamos parar com esta palhaçada de que tem tomar drogas e beber como um gambá para corresponder a um estereótipo tão falso quanto cretino.

 

E que a morte de Amy Winehouse também sirva de lição para que as pessoas caiam na real e não exibam o mesmo comportamento de centenas de brasileiros, fãs ou não, que desde sábado vem inundando as redes sociais com depoimentos lacrimejantes e mensagens de “descanse em paz”. Um monte de gente foi assassinada na Noruega na semana passada e não vi qualquer “alma sensível” se manifestando. Já no caso da Amy… Para estes “necrófilos de plantão”, pega bem se fingir de íntimo de artistas mortos, né?

 

P.S. De um jeito ou de outro a verdade precisa ser dita.



Escrito por Emerson Bahia às 20h16
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Red Hot Chili Peppers - The Adventures of Rain Dance Maggie

Ouvi o novo single do Red Hot e... Confesso que esperava mais.

 

Senti falta das guitarras.

 

É claro que eles não dariam essa moral pro cara - Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante - mas deveriam, ao menos, soltá-lo um pouco mais.

 

Espero que não, mas o que senti é um CD de baixo e batera (quero estar redondamente enganado), mas não curti nadinha de “The Adventures of Rain Dance Maggie”.

 

Agora é esperar o lançamento (30 de agosto) de "I'm with you” e conferir o restante.

 

Tirem suas conclusões.

 



Escrito por Emerson Bahia às 18h09
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Bush lançará álbum em setembro

Por Eliel Playlist

 

O Bush está de volta, segundo informou o site da revista The Hollywood Reporter. A banda comandada por Gavin Rossdale lançará álbum em setembro, sucessor de Golden State (2001).

 

Intitulado The Sea of Memories, o disco sairá pela Zuma Rock Records, do próprio Rossdale - após anos na Interscope, este será o primeiro lançamento independente do grupo, marcado para 13 de setembro.

 

A banda conta também com nova formação: o baixista Dave Parsons e o guitarrista Nigel Pulsford não quiseram retornar às atividades e foram substituídos por Corey Britz e Chris Traynor, respectivamente.

 

Entre as faixas do novo disco, estão "The Sound of Winter", "The Heart of the Matter" e "All Night Doctors". A produção ficou a cargo de Bob Rock, que trabalhou anteriormente com bandas como Aerosmith e Metallica.

 

P.S. Fiquei curioso!



Escrito por Emerson Bahia às 21h40
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Frase do dia

“Você não precisa demonstrar desespero. Somente pare, reflita e supere-se na arte de melhorar por completo, tirando de perto de você sanguessugas, pessoas ruins e gente incompetente. (Por Blanch – Cogumelo Plutão)”

P.S. E posso dizer: Realmente, este é o caminho!



Escrito por Emerson Bahia às 20h58
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Época supera Veja em imundície e quer matar Dilma

Por Brizola Neto no Tijolaço

 

Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.

 

É sordidamente mórbida.

 

Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saúde”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.

 

O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.

 

A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.

 

Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, “lembrava uma bolha de plástico”.

 

Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um princípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?

 

Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.

 

Esses é que pretendem serem os “fiscais do poder”.

 

Que imundície!

 

P.S. Pior que Época e Veja é assistir o RJTV com a Ana Paula Araujo fazendo caras, bocas e franzindo a testa... Puro terrorismo! Mas tb, o que esperar do Grupo Globo? E raciocinando diante da matéria, chega dar calafrios só de pensar numa possível e infeliz hipótese do Michel Temer vir a assumir a Presidência. Putz!



Escrito por Emerson Bahia às 21h29
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Dez coisas tão simples quanto essenciais à vida

Por Caio Fabio

 

1.       Nunca descreia do poder do amor, ainda que você demore muito a ver os resultados;

 

2.       Não tema pedir em oração, pois o Pai tem prazer em nos ouvir pedindo em fé confiante; mas lembre que Deus não está preso à oração, posto que somente nos atenda naquilo que Ele, como Pai, não julgue que nos fará mal;

 

3.       Leia as Escrituras, especialmente a parte chamada de Novo Testamento; pois toda pessoa que, tendo tal chance, não a use, demonstra que não deseja mesmo conhecer a Deus; posto que seja pela leitura da Palavra que melhor se possa discernir a vontade de Deus;

 

4.       Exercite-se na dadivosidade e na generosidade, pois por tais exercícios seu coração se manterá sóbrio em relação a dinheiro e poder;

 

5.       Nunca fuja de uma necessidade humana que você possa ajudar a resolver... Seria como fugir de Jesus;

 

6.       Fuja do pensamento malicioso. Seja sábio e sóbrio, mas não olhe com malicia, posto que o olhar malicioso corrompa todo o seu ser;

 

7.       Cuidado com todas as raízes perversas... Sim, cuide de seu coração para que nele não cresçam as raízes da inveja, da amargura, da arrogância ou da auto-vitimização; pois essas são as piores raízes a serem deixadas vivas no chão do ser;

 

8.       Nunca se sinta importante, pois tiraria toda a sua naturalidade de ser e viver...; além de que tal sentir é a ladeira para o abismo;

 

9.       Nunca fuja de nenhuma verdade sobre você ou sobre quem você ame; pois, por tal evasão perde-se o discernimento e mergulha-se o ser no escafandro do auto-engano no fundo de um mar de rochas... Além disso, quem determina um auto-engano no pouco, esse será enganado no muito;

 

10.   Ame a Deus e ao próximo; e não existirá lugar para ídolos em seu coração.

 

Estas são coisas simples e vitais... E aqueles que as seguem sempre são bem-sucedido em tudo o que fazem; posto que seu fluxo de energia decorra da fonte do que é em Deus.

 

Nele,

Caio

 



Escrito por Emerson Bahia às 20h58
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Aprendendo a viver

Por Herman Melville

 

Aprendi que se aprende errando

Que crescer não significa fazer aniversário.

 

Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.

 

Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.

Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.

Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.

Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela

Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada

Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.

Que amar significa se dar por inteiro

Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.

Que se pode conversar com estrelas

Que se pode confessar com a Lua

Que se pode viajar além do infinito

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.

Que dar um carinho também faz...

Que sonhar é preciso

Que se deve ser criança a vida toda

Que nosso ser é livre

Que Deus não proíbe nada em nome do amor.

Que o julgamento alheio não é importante

Que o que realmente importa é a Paz interior.

 

"Não podemos viver apenas para nós mesmos.

Mil fibras nos conectam com outras pessoas;

 

E por essas fibras nossas ações vão como causas

“E voltam pra nós como efeitos.”



Escrito por Emerson Bahia às 17h26
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Cadê o pecado que estava aqui?

Por Alan Brizotti

 

Nos últimos dias uma pergunta irritante tem me perseguido: o que aconteceu com o pecado?

Ou o povo anda muito santo... Ou foi o pecado que fez as malas e foi embora!

 

Também, com tanto apóstolo, bispo, herói, mulher maravilha, campeão, vitorioso, vice-Deus... O pecado deve estar com vergonha dos crentes.

 

Outra pergunta igualmente irritante insiste em me atormentar: se ninguém mais peca, o que fazemos com Cristo? E a cruz? A quem ela confronta?

 

Pra quê, afinal, olhar para o sacrifício da cruz? Aliás, se ninguém mais peca, o que a gente anda fazendo na igreja com aquelas orações todas, aqueles cânticos e aquele livro... A Bíblia (lembra?)

 

Está se fortalecendo na mentalidade gospel um novo pecado: menos nocivo, menos fedido, menos feio, menos agressivo. Mais light, mais flex, mais clean. Mais dissimulado, mais perigoso, mais nojento, mais anti-Deus: É o ateísmo do coração: "Diz o tolo em seu coração: não há Deus" (Sl. 14). Esse novo pecado é a marca do velho homem.

 

Essa nova igreja - sem pecado - mas com muito dinheiro, acha que pode comprar o céu, atingir a Majestade nas alturas com seus gritinhos frenéticos de "tome posse!" Uma igreja cheia de gente, mas vazia de Deus. Uma igreja, como disse John Stott numa entrevista recente, "com 5 mil quilômetros de extensão, por 5 centímetros de profundidade". Igreja da facilidade, casa da neurose, ambiente de paixões efêmeras.

 

Meu amigo leitor desse espaço perigoso: Pecado ainda é pecado e só sai pela boca! É confessando - e deixando - que a gente alcança misericórdia (Pv. 28. 13). O pecado ainda fere, arrasa, adultera, desconfigura, bestializa, violenta a pureza. Ainda machuca o coração de Deus. Mas, como o apóstolo Paulo mesmo bradou: "... Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça" (Rm. 5. 20).

 

Como dizia Lutero: "Não tenho nenhum outro nome: Pecador é meu nome, Pecador é meu sobrenome".

 

Até mais... pecador Alan Brizotti, o principal

 

P.S. Pô, já tinha parado para pensar nisso, e até me sentia meio alienígena...rs...será que só eu que faço bagulho errado?! Também, é tanta “santidade” misturada com “propósito” que fica até difícil de identificar um pecador neste meio...rs...mas aqui existe um, meu caro Alan. E obrigado pelo texto. Ass.: Emerson Bahia, um confesso pecador.



Escrito por Emerson Bahia às 14h58
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E o mistério continua...

Fonte: Jornal Extra

Engraçadíssimo!



Escrito por Emerson Bahia às 13h46
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O envenenangelho

Por Pablo Massolar

 

Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas (com “i” minúsculo). Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.

 

O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perverção e o mais sincera/verdadeira possível.

 

Estou enojado e farto de Atos (feiticeiramente) Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.

 

Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

 

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.

 

Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.

 

Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.

 

Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.

 

É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!

 

Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que (todas) as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?

 

O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

 

Nota importante: Jesus ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. Se esta mensagem, de alguma forma, lhe fez bem, então provavelmente ela poderá fazer bem para outras pessoas que você conheça. Gostaria de sugerir, se não for constrangimento para você, que compartilhasse e encaminhasse este e-mail para o seu círculo de amigos e conhecidos. Fazendo isto você potencializa, em muito, o alcance da Palavra que já fez tanto bem aos nossos corações.

 

P.S. Pablo, eu já faço isso... Mesmo com todos os xingamentos que recebo...rs



Escrito por Emerson Bahia às 15h38
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Porque desejo ir pro Inferno...

Por Fabio Fino

 

Como é inquietante o meio evangélico. São tantas questões teológicas e preceitos esquisitos que nos são ensinados com aparência e tons de obviedades que aprendemos desde cedo a não questionarmos, apenas assumimos o tudo e o todo como verdade. E é sob esse tom que desenvolvemos nossa espiritualidade casuística.

 

Desde muito cedo nada me parecia óbvio no meio evangélico a não ser a nossa capacidade de tornar religioso tudo aquilo que abominamos, enviando ao inferno todos aqueles que não têm os mesmos limites que nós.

 

Quando digo essas duras palavras, não me refiro aqui a pentecostais, neopentecas, ou quaisquer dessas igrejas esquisitas que tem por ai, pois essa já há tempos me parece óbvio o que as cerca e move, qualquer discussão sobre elas não passaria de chover no molhado. Refiro-me as tradicionais, aquelas que carregam o emblema da ética, da boa hermenêutica e santidade suprema.

 

Não é incomum ouvir que estou cuspindo no prato que comi quando faço esse tipo de crítica, mas com minhas desculpas meus caros, não posso parar no tempo e me tornar mentira e auto-engano, afinal aprendi bem na Escolinha Dominical que são esses os que Deus mais odeia. (????)

 

Vivi muitos anos vendo pastores nos desserviço de suas funções, como muito bem (sempre) fazem condenarem adolescentes grávidas. Pais catequizados por eles verem seus filhos aguarem as boquinhas na santíssima ceiam. Bonés retirados das cabeças de adolescentes por profanarem o templo com tal adereço. Vi meu violão ser consagrado a Deus no meio do Culto – que medo me deu aquilo! - Participei de campeonatos para ver quem encontrava tal versículo na bíblia mais rápido e a filha do Pastor sempre ganhava fazendo eu me senti um menor no corpo de Cristo.

 

E nas reuniões de oração, aqueles discursos lindos que faziam minha oração parecer nada mais que uma profanação de um ser sem intimidade com Deus.

 

Era assim, é assim!

 

Foi na igreja que aprendi a olhar, já na adolescência, para aquela jovem divorciada como uma verdadeira prostituta e que por conhecer como funciona o sexo ela profanaria a Deus e a nossa igreja qdo arrumasse um novo namorado não contendo seus sexuais e já desenvolvidos impulsos.

 

Na silenciosa inveja participei de delações ao “santo conselho” de presbíteros de jovens da mocidade que haviam bebido ou dançado na festa de formatura de algum amigo.

 

Não poucas vezes pedia a palavra na escola Bíblica Dominical e num tom moralista e com cara de intelectual demonstrava repudio a prática do pecado citando de forma periférica atos dos amigos a minha volta.

 

Assim todos nós, jovens da década de 90 desenvolvemos nossa espiritualidade!

 

Nunca aprendemos em uma aula sequer o significado de amar!

 

O amor nos discursos sempre tinha um, MAS...

 

A graça sempre havia um preço.

 

E o perdão nunca era dado sem antes um ato público de vergonha!

 

Era assim, me relacionar com Deus, envolvia dor, muita dor! Até coisas que deveriam ser simples, por vezes era dolorosa, sutis e tbem dolorosas. Talvez pra não esquecermos tais ensinamentos.

 

Não demorou muito pra eu querer ir pro inferno, pois o céu realmente seria um lugar de seres medíocres. Eu estava caminhando a passos largos pra lá, para o céu. (cruzes).

 

Hoje vejo como éramos bobos! Todos dizendo ver a roupa do Rei nú!

 

Foi indo a barzinhos, bebendo cerveja, tentando dançar que descobri Deus!

 

Engraçado descobrir Deus num copo de cerveja né?!

 

Desculpe-me, ainda é um tabu pra eu assumir isso. (traumas geralmente têm histórico de cura lenta)

 

Vi muitas coisas, algumas muito graves outras sutis, mas não menos mortais. Deus havia se tornado “nossa imagem e semelhança”, mas nós éramos tão feios... Tudo porque éramos rasos, superficiais demais.

 

Exupéry já dizia: O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração.

 

Demorei a ver com o coração, eu estava intoxicado de tanto evangelho! Mas Deus me livrou dele mesmo. Vi mais, muito mais, muuitoooooo!

 

Aprendi que a maior teologia se faz na troca do olhar! Dessa nem mesmo a Bíblia ganha!

 

Realmente o essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração.

 

P.S. Só acho que o título deveria ter o DESEJEI IR e não o “desejo ir”... No mais, é tudo isso mesmo.



Escrito por Emerson Bahia às 22h48
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Li e gostei:

Li no Facebook e me amarrei: "Hoje estou mais certa que se Jesus Cristo viesse ao mundo, uma parte das pessoas não o reconheceriam. E dos poucos que o reconhecessem, a maioria o negaria. Isso porque as pessoas não querem hoje em dia ter amigos, com amor, humildade e fidelidade. Hoje em dia as pessoas querem fazer médias de tudo que tem. A maioria das pessoas vivem suas vidinhas ridículas fazendo média. Se Jesus Cristo estivesse entre nós, chamaria meio mundo hoje de raça de víboras..."



Escrito por Emerson Bahia às 18h24
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Cristo concreto

Por André Pessoa

 

Gostaria de acreditar em certas coisas que um dia acreditei, mas isto não é mais possível. Alguém já disse em algum lugar que a fé é semelhante a uma escada cujo degrau de baixo desaparece quando tocamos o de cima.

 

Foi exatamente isto que aconteceu comigo: coloquei os pés no degrau de cima e o de baixo desapareceu. Agora nada mais resta de hoje para trás, nem mesmo as experiências que um dia julguei espirituais.

 

Não encontrei espiritualidade na igreja e nem no cristianismo, e jamais poderia tê-la encontrado. Li a Bíblia diversas vezes (de Gênesis à Apocalipse) e não consigo encontrar uma relação de compatibilidade entre o que ela diz e aquilo que a igreja ensina e pratica.

 

Entre as grandes falácias da igreja cristã, sobretudo a protestante, a maior é a histórica transformação do Jesus Cristo homem concreto em um arquétipo platônico separado das ações reais dos cristãos e das práticas da igreja.

 

É muito comum dentro da igreja alguém dizer a você para “olhar para Cristo e não para os homens”. Essa frase abjeta e evasiva é muito conveniente para explicar o inexplicável e justificar a atitude dos cristãos que em nada se parecem com aquele de quem dizem ser o seu Senhor e mestre.

 

Dizer para as pessoas olharem para Cristo e não para os homens (cristãos) é algo semelhante ao conselho hipócrita de um pai que diz para o seu filho não fumar e ele mesmo, sacando um maço de cigarros do bolso, acende um e começa a fumá-lo e soltar cinicamente a fumaça em forma de espirais.

 

Esse Cristo transcendente, arquetípico, para quem devemos olhar ao mesmo tempo em que ignoramos os homens é uma abstração teórica que jamais poderá ser conhecida pelas pessoas. O Cristo que as pessoas querem conhecer deveria revelar-se nos seus seguidores, naqueles que se dizem seus discípulos.

 

O Cristo para o qual dizem que eu preciso olhar ao mesmo tempo em que ignoro as barbaridades e falsidades cometidas pelos seus pseudo-seguidores, não passa de uma idéia no melhor estilo platônico. Ele é só um conceito eclesiástico, uma abstração criada por uma instituição falida!

 

Esse Cristo metafísico, afastado do mundo, com nojo de tudo e de todos, não passa de uma anomalia teológica, de uma criação monstruosa com cara de bom samaritano. O Jesus Cristo de quem fala a Bíblia nos evangelhos não é um “ghost”, como deseja a igreja.

 

Os discípulos citados na primeira epístola de João “viam, tocavam e apalpavam” o Cristo, o verbo da vida. Entretanto, o Cristo da igreja contemporânea é muito rarefeito para ser visto nas ações dos cristãos, para ser tocado; ele é um fantasma, uma aparição, um conceito e não um ser real passível de materialização.

 

A igreja citada no livro dos Atos dos Apóstolos “caiu na graça” do povo porque vivia de forma comunitária e manifestava o amor em atitudes concretas ao invés de ensinar conceitos vazios criados para justificar o injustificável. O Cristo só está vivo quando se materializa nos seus discípulos!

 

O Jesus Cristo da igreja é o messias da superestrutura, é o senhor invisível deslocado do cotidiano, ausente do dia-a-dia, alheio aos maus exemplos dos seus falsos seguidores. Esse Cristo eu desprezo, não tenho e nem quero ter qualquer relação com ele!

 

Contudo, tenham certeza de que não pronuncio estas palavras objetivando proferir um discurso moralista ou pseudo-espiritual. O problema é que não acredito mais nesses jargões vazios que não passam de desculpa para justificar a maledicência que os verdadeiros discípulos do Cristo há muito já deixaram para trás!



Escrito por Emerson Bahia às 20h19
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