.::Meu Lugar é Aqui::.


Pacificar não é ser passivo!

Por Julio Zamparetti

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” Mateus 5:9

 

A pacificação é uma marca inerente ao que recebe o novo nascimento. Aquele que nasce do Espírito recebe o selo de Deus, isto é, o Espírito de Cristo é impresso na alma do neo-converso de forma que este é absorvido pela vida e pensamentos de Cristo. Os pacificadores serão chamados filhos de Deus por que a pacificação é nada menos que o traço do caráter de Deus delineado em nossa vida. Assim como os filhos dos homens carregam traços genéticos herdados dos pais, também os filhos de Deus carregam características espirituais herdadas daquele que os gerou espiritualmente.

 

Pacificação não é passividade. Alguns, por se considerarem pessoas de paz, nunca se manifestam contra as injustiças, os abusos e a violência. É a turma do “não tenho nada com isso”. O problema é que ninguém é uma ilha e o problema de qualquer pessoa é problema de toda sociedade. Ser passivo diante disso é não ser pacificador. Pacificador significa construtor da paz. É, portanto, uma condição ativa, exige empenho, luta e disposição. Como disse Ápio Cláudio “se queres paz, prepare-se para guerra”.

 

Não é pacificador quem se omite dos problemas de violência nas nossas cidades. Não é pacificador quem fica passivo vendo mulheres e crianças sendo espancadas por brutalhões covardes. Não é pacificador quem não se pronuncia diante dos abusos cometidos pelas autoridades civis e religiosas. Não é pacificador quem não toma as dores do sofredor e não se levanta contra toda forma de opressão. Quem se omite diante disso, coopera com isso, é conivente com o mal. Não é filho de Deus quem não é pacificador.

 

A dificuldade que temos em diferenciar passividade e pacificação é a mesma dificuldade que temos em conciliar o fato de Deus ser relatado como ‘Deus de paz’ (Romanos 15:33) e também ‘Homem de Guerra’ (Êxodo 15:3).

 

Deus é pacificador, mas não passivo. Diante de tanta maldade humana não se pode esperar a paz de forma passiva. É necessário tomarmos atitudes firmes, sem violência, mas firmes. É preciso, após a devida constatação, contestar e denunciar a violência, a corrupção e as injustiças, pois quem é passivo, jamais será pacificador.

 

A passividade atua em função do egocentrismo. Ela é a exata expressão daqueles que apenas não querem se incomodar com ninguém, nem por ninguém, daqueles que não se importam com o sofrimento alheio, daqueles que não sabem o sentido da compaixão e da solidariedade, daqueles que não sabem o que é viver, daqueles que nada mais são do que espectro de homem, que passam pela vida sem dela extrair a essência da existência, sem nela deixar o perfume do legado cristão.

 

A pacificação atua em função do próximo e busca o bem comum, ainda que isso lhe custe a calma, o sono, o bem-estar, o conforto e até mesmo a serenidade, tal qual o próprio Cristo se portou no templo, diante daqueles que faziam do ambiente de oração uma oportunidade de explorarem a fé dos indoutos. Era aquele o primeiro relato de comércio da fé que viria a ser tão comum nos dias de hoje.

 

O mesmo Cristo que oferecia a face direita quando era ferido à esquerda, também sabia contestar, denunciar, se manifestar e repudiar os atos de injustiça social, hipocrisia religiosa e dominação política.

 

Os filhos de Deus são pacificadores, mas jamais passivos.

 

Assim, “se queres paz, prepare-se para guerra. Se não queres guerra, então descanse em paz”

 

P.S. Imagino que com este texto (mesmo não sendo meu) consiga responder a todos os passivos de plantão, a todos os chatos e omissos que me escrevem e a todos que se submete a esta tortura psicológica que eles chamam de “i”greja.

Calar para quê?



Escrito por Emerson Bahia às 17h36
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O paradoxo do nosso tempo

Por George Carlin

 

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente.

 

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

 

Nós falamos demais, AMAMOS RARAMENTE, odiamos freqüentemente.

 

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

 

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

 

Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio.

 

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

 

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

 

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

 

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

 

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; excesso de reuniões e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

 

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

 

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

 

Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

 

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o), aos filhos, e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, Ame... AME MUITO.

 

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

 

O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

 

P.S. Em pensar que um cara que escreve um texto como esse “se dizia ateu”.



Escrito por Emerson Bahia às 15h20
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Eu aderi a Teologia da Restituição

Por Stênio Marcius

 

Demorei... Relutei por anos e até falei mal, mas finalmente a luz me atingiu e atravessou meu peito como flecha. Hoje quero que todo mundo fique sabendo, homens, anjos e potestades, que abracei a teologia da restituição.

 

Sim, amigos, por mais estranho que pareça, existe sim, a teologia da restituição, e, pela Graça de Deus, fui conduzido a ela hoje pela manhã. Olhei para o meu passado, para os dias em que os campos de minha vida foram devorados e chorei diante da desolação. Vi que não só meus campos foram dizimados, mas também os campos dos que estavam sob minha responsabilidade.

 

Tudo aconteceu assim: nos dias em que um verme como eu levantou a voz ao Altíssimo e quis romper Seus laços de amor e sacudir Suas algemas de Graça (Sl 2:3), sim, foi nesses dias que o céu claro e azul de repente enegreceu com o mais terrível e numeroso exército de gafanhotos chamados: meus pecados.

 

Hoje quero restituição!

 

Por isso fui até o Senhor meu Deus e Lhe disse: " Pai de amor, restitui para Ti mesmo toda a glória que minha vida deixou de Te dar em tempos passados! Amorosa foi a Tua disciplina para comigo, e eu mesmo me danei fugindo de Tua santa presença. Mas quem pode restituir a glória de Ti roubada? Pai Santo, se um dia pra Ti é como mil anos e mil anos como um dia, toma de volta o que Teu e faze que nos dias que me restam toda a Tua glória seja reivindicada de minha vida pobre!"

 

E viva a Teologia da Restituição! Eu quero de volta o que é Teu!

 

P.S. Ufa... Pô, Stênio, que susto cara... Belíssimo texto.



Escrito por Emerson Bahia às 21h09
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O Impostor que vive em mim

Fonte: MANNING, Brennan, O impostor que vive em mim - Ed. Mundo Cristão

 

A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça.

 

A vida dedicada à sombra é uma vida de pecado. Pequei em minha recusa covarde — por temer ser rejeitado — de pensar, de sentir, de agir, de responder e de viver a partir do meu eu autêntico.

 

Recusamos ser nosso verdadeiro eu até mesmo com Deus — e depois nos perguntamos por que nos falta intimidade com ele.

 

O ódio pelo impostor é na verdade o ódio de si mesmo. O impostor e eu constituímos uma só pessoa. O desprezo pelo falso eu dá vazão à hostilidade, o que se manifesta como irritabilidade geral — irritação pelas mesmas faltas nos outros que odiamos em nós mesmos. O ódio próprio sempre redunda em alguma forma de comportamento autodestrutivo.

 

Aceitar a realidade da nossa pecaminosidade significa aceitar o nosso eu autêntico. Judas não conseguiu encarar sua sombra; Pedro conseguiu. Este fez as pazes com o impostor interior; aquele se levantou contra ele. Quando aceitamos a verdade do que realmente somos e a rendemos a Jesus Cristo, somos envoltos em paz, quer nos sintamos em paz, quer não. Quero dizer com isso que a paz que ultrapassa o entendimento não é uma sensação subjetiva de paz; se estamos em Cristo, estamos em paz, mesmo quando não sentimos nenhuma paz.

 

Jesus revela os verdadeiros sentimentos de Deus em relação a nós. Ao virarmos as páginas dos evangelhos, descobrimos que as pessoas que Jesus lá encontra são você e eu. O entendimento e a compaixão que ele oferece a elas, ele também estende a você e a mim.

 

Quanto maior o tempo na presença de Jesus, mais você ficará acostumado com sua face e de menos adulação necessitará, porque terá descoberto por si mesmo que ele é suficiente. E, nessa Presença, você se encantará com a descoberta do que significa viver pela graça e não pelo desempenho.

P.S. O duro é descobrir que o (a) impostor (a) sempre esteve “ao seu lado”.

 

***Não agüentei e fui ao dicionário para entender melhor o significado de IMPOSTOR: Que ou aquele que não demonstra os seus sentimentos. = falso, fingido, hipócrita; Que ou aquele que se faz passar por outro. = charlatão; Que ou aquele que propaga falsas doutrinas.  Ah, tá...



Escrito por Emerson Bahia às 20h52
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