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Amy Winehouse finalmente encontrou o que procurava

Por Regis Tadeu

 

Pois é… Aconteceu.

 

A morte mais anunciada dos últimos tempos finalmente está estampando as primeiras páginas de todos os veículos de mídia, está na boca de todas as pessoas que gostam de música e até mesmo nos papos de quem não sabe nada de música. E também está aberta a temporada de “programas especiais de retrospectiva” da carreira de uma garota que tinha tudo para se dar bem no meio musical, mas que preferiu sucumbir aos vícios a ter que cumprir seus compromissos com responsabilidade e profissionalismo.

 

Sim, é isto mesmo o que você acabou de ler: “preferiu”. Sim, foi opção dela se entregar à cocaína, à heroína, à vodka e a qualquer outra coisa que ela tenha injetado em seu corpo esquelético.  Esse papo de que ela era uma “artista sensível que foi engolida pelo sistema esmagador” é pura conversa para boi dormir. Aliás, isto vale para os Kurt Cobains e Jim Morrisons da vida:  não está preparado para a vida artística? Então não entre nela!

 

O caso de Amy é emblemático disto. Não vou desperdiçar o seu tempo escrevendo aqui um resumo da carreira dela, nem vou comentar a respeito de sua peruca e muito menos tecer loas à grande cantora que ela realmente era. O que salta à frente desta história é uma realidade que quase ninguém que encarar de frente:  ter uma carreira artística é como ter uma empresa. Simples assim. E fica muito pior quando você faz sucesso. E ainda muito pior quando você se torna uma estrela.

 

Musicalmente, ela era apenas uma boa cantora que teve a sorte de trabalhar com produtores talentosos, como Salaam Remi e Mark Ronson. Foram estes caras que montaram toda a estrutura sonora para que Amy colocasse suas letras – bem medianas, diga-se de passagem – e sua voz, que realmente era diferenciada em termos de timbre, embora tivesse pouca potência. Agora, eu aposto que o que matou Amy Winehouse foi a sua absoluta incapacidade em lidar com o outro lado da fama, que se resume a lidar o tempo todo com advogados, contadores, puxa-sacos e sanguessugas de toda a espécie, fãs com debilidade mental em estágio avançado, secretários e assessores a pentelhar com agendas, horários, entrevistas e o diabo a quatro. Afinal, por que ela deixaria de curtir o lado glamuroso da fama que ela passou a vida inteira tentando alcançar? Que outro motivo ela teria para fugir disto?

 

E este papo de “morreu porque é rock and roll” é outra sandice que vem sendo repedida há décadas por gente que não passaria ilesa por um mata-burros. Por que é preciso se drogar e agir como um lunático para ser “rock and roll”? Bruce Springsteen, Steve Harris, Bono e Paul McCartney são caras absurdamente “rock and roll” e não precisam sair por aí cambaleando, quebrando quarto de hotéis, vomitando em festas e dando vexame em cima do palco. Vamos parar com esta palhaçada de que tem tomar drogas e beber como um gambá para corresponder a um estereótipo tão falso quanto cretino.

 

E que a morte de Amy Winehouse também sirva de lição para que as pessoas caiam na real e não exibam o mesmo comportamento de centenas de brasileiros, fãs ou não, que desde sábado vem inundando as redes sociais com depoimentos lacrimejantes e mensagens de “descanse em paz”. Um monte de gente foi assassinada na Noruega na semana passada e não vi qualquer “alma sensível” se manifestando. Já no caso da Amy… Para estes “necrófilos de plantão”, pega bem se fingir de íntimo de artistas mortos, né?

 

P.S. De um jeito ou de outro a verdade precisa ser dita.



Escrito por Emerson Bahia às 20h16
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Red Hot Chili Peppers - The Adventures of Rain Dance Maggie

Ouvi o novo single do Red Hot e... Confesso que esperava mais.

 

Senti falta das guitarras.

 

É claro que eles não dariam essa moral pro cara - Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante - mas deveriam, ao menos, soltá-lo um pouco mais.

 

Espero que não, mas o que senti é um CD de baixo e batera (quero estar redondamente enganado), mas não curti nadinha de “The Adventures of Rain Dance Maggie”.

 

Agora é esperar o lançamento (30 de agosto) de "I'm with you” e conferir o restante.

 

Tirem suas conclusões.

 



Escrito por Emerson Bahia às 18h09
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